Domingo, 13 de setembro de 2026 MPJ | Mais Pelo Jornalismo
Revista Piloto Ribeirão
Entrevistas

Entrevista: Helipark e AirBP selam parceria estratégica na Labace 2026

O CEO Décio Ricardo Galvão e Ricardo Paganini, da AirBP Brasil, revelam como surgiu a iniciativa, os benefícios para os clientes e os projetos que já estão em andamento para modernizar a aviação executiva no país.

Dois homens em trajes de negócios estão sentados lado a lado em uma sala de escritório, sorrindo enquanto assinam um documento sobre uma mesa de madeira clara. Ambos usam crachás vermelhos com o texto ‘LABACE’. Atrás deles há pôsteres com o logotipo da Air BP e imagens relacionadas à aviação.

Foto: Décio Ricardo Galvão e Ricardo Paganini (Créditos: AirBP)

A aviação executiva no Brasil vive um momento de transformação, marcado por investimentos em tecnologia, segurança e qualidade no atendimento. 

Nesse cenário, a Helipark e a AirBP anunciaram durante a Labace 2026 uma parceria estratégica que promete elevar os padrões de abastecimento e operação no setor. Em entrevista, o CEO Décio Ricardo Galvão, que assumiu a liderança da Helipark há um ano, e  o South America Cluster Manager at Air BP Brasil Ricardo Paganini, compartilham em nossa entrevista como surgiu essa iniciativa, os benefícios que ela trará para os clientes e os projetos que já estão em andamento para modernizar toda a infraestrutura. Mais do que uma colaboração, trata-se de um movimento que une experiência, inovação e foco no cliente, com investimentos significativos e planos de expansão que vão impactar diretamente o futuro da aviação executiva no país.

Me fala um pouquinho como surgiu a ideia de fazer a parceria com a AirBP e ganhos que os clientes, tanto da Helipark quanto da AirBP, vão ter com essa nova parceria?

Décio - Eu cheguei ao Helipark faz apenas um ano. Exatamente um ano. Na Labace do ano passado que eu comecei a atividade. Logo que eu entrei, eu comecei a verificar, conhecer a equipe, os processos, os parceiros estratégicos, vi uma oportunidade de a gente fazer uma modernização do nosso sistema de abastecimento, dos caminhões, dos processos principalmente, das pessoas, treinamento. Eu comecei a olhar o mercado. Eu conheço o Ricardo de longa data, do mercado de óleo e gás, chamado mercado offshore, de alguns anos atrás e a gente começou as primeiras conversas. O que me chamou muita atenção, lógico que existem grandes empresas como a AirBP no Brasil, mas o que me chamou a atenção foi o interesse e a flexibilidade da AirBP em buscar uma parceria estratégica que pudesse atender as nossas necessidades e a gente fez um planejamento a quatro mãos. Nós começamos do zero, quem opera o que, quem fica responsável por cada processo e a gente viu que tinha muito ganho para as duas partes. Dos clientes, como você perguntou, para mim é ter um parceiro como a AirBP, a chancela da AirBP nos nossos processos, no nosso combustível é muito importante porque significa que a gente vai estar operando os mais altos standards de qualidade da empresa. 

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Ricardo - Eu acho que para nós, para a AirBP, nós somos uma empresa bastante focada no cliente. O nosso principal foco são os nossos clientes e a Helipark tem uma clientela bastante bem definida, uma clientela bem importante dentro do cenário brasileiro e nós sempre tivemos muito interesse de poder fechar essa parceria com a Helipark. Com a chegada do Décio no Helipark, a gente conseguiu sentar e desenhar um projeto bastante atrativo onde o Helipark tem ganhos e a AirBP tem ganhos e a gente consegue, no final, prover um serviço melhor para o nosso cliente final, que é o cliente do Helipark e o cliente da AirBP, tendo alto nível de segurança, de tecnologia e de atendimento ao cliente.

E quais são os projetos para, daqui a um ano ou dois, tanto da AirBP quanto da Helipark para melhorar o atendimento ao cliente?

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Décio - A gente já começou essa parceria, né? Já assinamos um contrato há poucos dias atrás, mas hoje a gente está discutindo, a gente vai construir um novo PAA, que é o Posto de Abastecimento de Aeronaves, bem mais moderno, numa outra área, e esse PAA vai contemplar novos tanques de combustíveis, novos sistemas de drenagem e de abastecimento e também nós vamos substituir os veículos. Nós temos caminhões de combustível QAV e AvGas, e iremos substituir estes caminhões por caminhões da AirBP que são mais altos, estamos iniciando esta atividade agora, então estes caminhões deverão ser os primeiros serviços a serem entregues, o treinamento do nosso pessoal já se iniciou estamos realizando a programação do treinamento, a padronização, o sistema que nós temos hoje já iremos fazer algumas melhorias, até finalizar este período de transição, mas a ideia é que em 12 meses no mais tardar a gente tem o PAA novo operando, todos os caminhões, o pessoal treinado e todo o sistema que a gente tem como gestão da qualidade para os nossos clientes. 

Ricardo - Na realidade, é uma reformulação completa na área de abastecimento. Como o Décio comentou, hoje a área de abastecimento dele está perto dos hangares, nós estamos deslocando essa área de abastecimento a uma distância maior dos hangares, estamos colocando nova tecnologia em termos de controle, controle de qualidade e também estamos entregando no Helipark novos caminhões de abastecimento, uma tecnologia mais avançada, também com uma tecnologia que nós chamamos de Lease Feeling, que é um Airfield Automation, que é um sistema que ele consegue identificar qual o combustível da aeronave e qual o combustível do caminhão para evitar que se faça um abastecimento equivocado de combustível na aeronave. E, além do mais, a gente está trazendo toda a equipe do Helipark com os padrões da AirBP com treinamento, toda a parte de processo da AirBP a gente está implementando no Helipark. Eu acho que é uma transformação no sistema de abastecimento do Helipark. 

Décio - Além desse ganho operacional relacionado ao abastecimento, nós também vamos conseguir, com essa movimentação do PAA, nós vamos ganhar área. Por exemplo, a gente vai investir em um novo lugar, a gente vai avançar até a área onde hoje a gente tem o PAA existente para poder ganhar mais área de hangaragem para os nossos clientes. 

Em questão de investimento, tem mais ou menos o valor de quanto vai ser investido?

Ricardo - Sim, a gente tem inicialmente um investimento na ordem de seis milhões de reais. É um investimento inicial para a gente iniciar essa parceria com essa modernização da tecnologia, a gente vai colocar um investimento inicial na ordem de seis milhões de reais. 

E quantos caminhões mais ou menos vão entrar para o Helipark?

Ricardo - Três caminhões. Dois abastecendo querosene de aviação e um para gasolina de aviação.

E o novo hangar que você comentou, ele vai ter capacidade para quantas aeronaves?

Décio - Dependendo do porte da aeronave, deve ter 1.100, 1.200 metros quadrados e está estimando entre oito e quatorze helicópteros, dependendo de onde você bipá, tripá o quadripá.

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