Passageiros afetados por cancelamentos de voos no Carnaval cresce 87% este ano frente ao mesmo período de 2025, aponta levantamento da AirHelp

Cancelamentos afetam 50.420 passageiros este ano contra 26.950 mil no ano passado, um aumento de 87%.

Atualizado em 08/03/2026 às 20:03, por Adriano Moura Buzeli.

Cena em um saguão de aeroporto focada em uma passageira com expressão de desespero e a mão na testa, segurando passaporte e celular. Atrás dela, um grande painel digital de

Foto: Gerada por I.A

•  No ano passado 1 em cada 95 passageiros foi afetado pelo problema. Este ano foram 1 em cada 65
•  Atrasos superiores a 3 horas também aumentaram e afetaram 21 mil passageiros este ano. O número é dobro dos 10,2 mil afetados no ano anterior

O número de passageiros de companhias aéreas que sofreram com cancelamentos de voos durante o Carnaval no Brasil foi 87% maior este ano do que o verificado em 2025. No ano passado, 26.950 passageiros tiveram seus voos cancelados entre a sexta-feira de carnaval e o domingo da semana seguinte (28/02 a 09/03). Este ano, no mesmo intervalo (13/02 a 22/02), o número saltou para 50.420 passageiros afetados pelo problema.

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Os dados são da AirHelp, empresa global de tecnologia de viagens, que auxilia passageiros impactados por atrasos e cancelamentos de voos. De acordo com o levantamento, 2,5 milhões de passageiros embarcaram nos aeroportos brasileiros em 2025 no período analisado. Em 2026, foram 3,4 milhões. No ano passado, 1 em cada 95 passageiros tiveram voos cancelados. Este ano 1 em cada 69 sofreu com o problema.

Os atrasos superiores a 3 horas também cresceram nos aeroportos brasileiros no período analisado. Em 2025, no período de carnaval, 10.200 passageiros tinham enfrentado atrasos desta magnitude. Este ano, o número praticamente dobrou e 21 mil passageiros passaram pelo transtorno.

Na análise de proporcionalidade, em 2025, um em cada 251 passageiros teve o voo atraso por mais de três horas. Este ano, o índice foi de 1 para cada 94 passageiros.

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Judicialização no Brasil

Atrasos superiores a três horas e cancelamentos de voos, quando não provocados por questões meteorológicas ou de força maior, podem dar origem a pedidos de indenização às companhias aéreas.

Diante da baixa capacidade que as companhias aéreas têm para resolver conflitos, o consumidor brasileiro se vê obrigado a recorrer ao Judiciário para fazer valer seus direitos – que são garantidos por lei.

analisa Luciano Barreto, diretor-geral da AirHelp no Brasil

Compensação de passageiro

Para reivindicar uma indenização, os passageiros devem estar cientes de certas condições. A primeira é verificar se o atraso ou cancelamento realmente causou sofrimento, estresse ou lesão ao usuário. Acontecimentos como faltar a uma consulta médica importante, cancelamento de contrato, demissão, afastamento de um acontecimento de grande relevância emocional, são situações que podem dar lugar a um pedido de indenização perante a companhia aérea. Se o passageiro já sofreu os chamados "danos morais" e pode prová-los, os passageiros têm boas chances de obter uma indenização financeira de até R$ 10.000 por pessoa.

O passageiro tem mais chance de obter uma compensação financeira se a companhia aérea for a responsável direta pela interrupção do voo, por problemas técnicos ou falta de tripulação, por exemplo. A reparação deve ser integral, inclusive para compensação de sofrimentos psicológicos. Mesmo quando a interrupção do serviço é devida a condições climáticas extremas ou situações de força maior que estão fora do controle da companhia aérea, os passageiros continuam a ter direito ao serviço e à informação adequada e tempestiva. 

O conjunto de direitos dos passageiros aéreos que temos no Brasil é orientado para o cliente e oferece aos passageiros aéreos uma grande consideração, especificando exatamente quais os cuidados que as companhias aéreas devem oferecer e quando, em caso de problemas de voo. No entanto, a lei é muito vaga quando se trata de critérios de compensação e pode ser um desafio para um único indivíduo sem conhecimento especializado interpretar a lei corretamente. Entre os principais motivos pelos quais os passageiros brasileiros não reivindicam seus direitos em caso de problemas de voo, podemos encontrar: falta de conhecimento sobre como fazer uma reclamação, mas também falta de consciência dos direitos dos passageiros

diz Luciano Barreto, diretor-geral da AirHelp no Brasil



Leis que protegem os passageiros no Brasil 

Quem voa no Brasil está amparado pelo Código de Defesa do Consumidor e pela legislação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), que são os instrumentos jurídicos mais relevantes para o passageiro. Essas leis definem claramente as responsabilidades das companhias aéreas para com seus passageiros sempre que houver problemas de voo. 

A legislação brasileira abrange voos domésticos dentro do Brasil, voos internacionais com partida ou chegada em aeroportos brasileiros, bem como voos com conexão em um aeroporto brasileiro. 

A legislação brasileira protege os passageiros, desde que seus voos atendam aos 4 critérios a seguir:

• O voo pousou ou decolou em um aeroporto brasileiro  
• O voo foi cancelado com aviso tardio, o voo estava com mais de 3 horas de atraso ou estava com overbook 
• Os passageiros não foram atendidos adequadamente pela companhia aérea 
• O problema ocorreu nos últimos 5 anos

Para mais informações, visite o site da AirHelp.

Sobre a AirHelp

A AirHelp é uma empresa de tecnologia de viagens que auxilia passageiros em casos de interrupções de voos. Desde 2013, ajudou aproximadamente 3 milhões de passageiros a receberem indenizações em situações de atraso ou cancelamento de voos. Atualmente, mais de 12 milhões de passageiros utilizam os benefícios do AirHelp+, e milhões de outros já foram atendidos por meio das informações gratuitas disponíveis no site da empresa.

A AirHelp também investe em um futuro mais sustentável, comprometendo-se a plantar uma árvore a cada 100 interrupções de voos. Até o momento, 198.489 árvores já foram plantadas. Ao defender os direitos dos passageiros, a empresa cuida das pessoas e, consequentemente, do planeta.

#A principal fonte mundial de indenização por voos

Fonte: Air Help

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