Crescimento do mercado de drones amplia a busca por pilotos profissionais

Expansão acelerada do setor, remuneração atrativa e demanda elevada colocam a atividade entre as mais promissoras da economia.

Atualizado em 12/04/2026 às 09:04, por Adriano Moura Buzeli.

Homem sorridente sentado sobre um grande drone industrial, segurando um drone menor nas mãos. Ele veste camisa azul clara e calça cinza contra um fundo preto.

Foto: Adriano Buzaid, CEO da Gohobby - Bruno Van Enck

O mercado brasileiro de drones vive um período de expansão consistente e já contabiliza 133 mil aeronaves registradas até fevereiro de 2026 no Sistema de Aeronaves Não Tripuladas (SISANT), da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). O avanço reforça o protagonismo do setor na economia nacional e intensifica a procura por pilotos qualificados, em um contexto marcado pela carência de profissionais especializados.

O drone deixou de ser apenas um item recreativo e passou a ocupar papel estratégico em diferentes segmentos. Com essa transformação, cresce a demanda por operadores capacitados, com conhecimento técnico, domínio das normas e foco em segurança operacional.

afirma Adriano Buzaid, CEO da Gohobby

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Atualmente, o setor do agronegócio desponta como o principal vetor desse crescimento, impulsionando o uso da tecnologia em pulverização aérea, mapeamento de áreas e interpretação de dados agrícolas. Esse movimento acompanha a digitalização dos serviços e a adoção de recursos como inteligência artificial e conectividade 5G.

Além disso, os drones são empregados em atividades que exigem precisão, rapidez e otimização de custos. As possibilidades de atuação são variadas. Profissionais do setor atuam na construção civil, em levantamentos topográficos e inspeções de obras; na indústria, na análise de estruturas localizadas em áreas de difícil acesso; além da produção audiovisual, com a captura de imagens aéreas para filmes, eventos e campanhas publicitárias.

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Como se tornar um piloto de drone profissional

Com o setor aquecido e aplicações cada vez mais diversificadas, a carreira de piloto de drones se consolida como uma das mais promissoras do país. Para atuar de forma profissional é preciso ter mais de 18 anos, boas condições de saúde, registrar a aeronave no SISANT e realizar cadastro no DECEA. 

No contexto das operações com drones agrícolas, os requisitos regulatórios são mais rigorosos e específicos. É obrigatória a realização do Curso de Aplicador Aéreo Agrícola Remoto (CAAR), conforme estabelecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, com carga horária mínima de 28 horas.

Além disso, as operações devem atender às normas da Agência Nacional de Aviação Civil. Desde 2023, os drones utilizados em atividades agrícolas passaram a ser enquadrados na Classe 3, independentemente do peso máximo de decolagem, o que simplifica alguns aspectos regulatórios, mas não elimina requisitos operacionais essenciais.

Nesse contexto, permanecem obrigatórias medidas como: realização de voos exclusivamente em áreas livres de pessoas não envolvidas na operação; respeito ao limite máximo de altitude de 120 metros (400 pés); execução das operações dentro da linha de visada visual (VLOS) ou, quando aplicável, com o auxílio de observadores (EVLOS).

Esse conjunto de exigências reforça a necessidade de capacitação adequada e de estrita conformidade com a regulamentação vigente, garantindo a segurança operacional e a eficiência das aplicações agrícolas.

A capacitação adequada minimiza riscos, evita sanções legais e assegura operações mais eficientes. Tornar-se piloto de drone exige dedicação, treinamento contínuo e responsabilidade.

reforça Buzaid.

A remuneração figura entre os principais atrativos da carreira. Os ganhos iniciais variam entre R$ 6 mil e R$ 8 mil, podendo atingir R$ 10 mil ou mais, conforme a região e a complexidade das operações. No agronegócio, profissionais com maior experiência podem superar R$ 12 mil mensais, especialmente em períodos de maior demanda.

Com um ambiente regulatório mais definido, crescimento contínuo e evolução tecnológica constante, a profissão de piloto de drone se consolida como uma alternativa consistente para quem busca ingressar em um mercado inovador e em plena expansão.

Sobre a Gohobby

Atuando no mercado brasileiro desde 2010, a Gohobby é a maior importadora e distribuidora de drones no Brasil e na América Latina, e foi a primeira empresa a trazer e operar um “carro-voador” no Brasil. A empresa é uma figura proeminente no mercado brasileiro de Veículos Aéreos Não Tripulados (VANT), especializada na importação e distribuição de aeronaves, oferecendo soluções inovadoras para uma ampla variedade de setores e necessidades, como negócios, agronegócio, indústria, transporte de passageiros, entre outros. A empresa tem crescido, em média, 100% ao ano desde sua fundação e pretende chegar ao marco de meio bilhão de reais em faturamento anual até 2028, com o melhor time do Brasil. Em 2011, a empresa tornou-se a primeira importadora de drones no Brasil. 

Fonte: Gohobby

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