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Rio Grande do Sul ganha monumento em homenagem aos 150 anos da imigração italiana

Arte e história transformam o pórtico de Antônio Prado, Melhor Vila Turística do Mundo, em atração turística

Atualizado em 09/11/2025 às 11:11, por Adriano Moura Buzeli.

Estátua de bronze que representa uma família de imigrantes, composta por um homem, uma mulher e uma criança. O homem está à direita, usando chapéu e carregando uma mala. A mulher está à esquerda, segurando um bebê no colo e uma sacola na outra mão. Uma criança pequena está entre eles. A estátua está sobre uma base de pedra e no pedestal está a frase: 'TERRA, TRABALHO, FÉ, ESPERANÇA!'. Placas comemorativas também estão fixadas na base. O fundo mostra carros estacionados, vegetação e o céu cinzento no crepúsculo ou em um dia nublado.

Foto: Divulgação

O Rio Grande do Sul ganhou um novo marco histórico. Neste sábado (08/11), foi inaugurado, junto ao pórtico de entrada de Antônio Prado, na Serra Gaúcha, um monumento em homenagem aos 150 anos da imigração italiana no estado. A escultura celebra a coragem e o legado dos imigrantes que deixaram a Itália em busca de novas oportunidades e contribuíram para moldar o desenvolvimento social, econômico e cultural da região.

 

Idealizado pelo Círculo Cultural Ítalo-Brasileiro (CIBRAP), Agência de Desenvolvimento do Patrimônio Cultural e Natural (ADESP) e Prefeitura de Antônio Prado, o projeto foi produzido em concreto armado pelo artista brasileiro Vinicius Ribeiro, inspirado no Monumento all'Emigrante de Asiago (Itália). A obra, que mede 2,20 metros de altura, 2,5 metros de largura e 70 centímetros de profundidade, foi instalada sobre uma base de 1,5 metros.

 

A escultura simboliza a chegada de uma família ao Brasil. O pai, com uma mala nas mãos, olha para frente em um gesto de coragem, a mãe, com uma criança no colo, expressa esperança, e o filho pequeno, representa o futuro — a continuidade da história em uma nova terra.

 

Na base da obra, está gravado o poema “O Trem dos Emigrantes”, do escritor italiano Gianni Rodari, gravado em dois idiomas — italiano e português. A poesia traduz a emoção da despedida e o peso da saudade que marcou a travessia dos imigrantes:


 

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[[OLHO: A mala do emigrante não é grande, não é pesada…

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Contém um pouco de terra da minha aldeia,
para não estar sozinho na viagem…
um terno, pão, uma fruta, e só.
Mas meu coração, não, eu não o trouxe:
não coube na mala. 
Foi muito doloroso para ele partir,
ele não quer ir além do mar.
Ele fica, fiel como um cão.
na terra que não me dá pão:
um pequeno campo, lá em cima…
Mas o trem está passando: já não se vê mais.]]

 

Um novo cartão-postal

 

No local, a Prefeitura realizou uma ampla revitalização no complexo do pórtico de entrada da cidade. A obra incluiu a construção de uma praça, calçadas, paisagismo, além de melhorias na infraestrutura. O resultado é um receptivo mais acolhedor e valorizado, que reforça o potencial turístico e o simbolismo do ponto de chegada à cidade.

 

O novo monumento se soma a um conjunto de ações que consolidam Antônio Prado como referência em preservação cultural e turismo sustentável. Reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) como uma das melhores vilas turísticas do mundo, a cidade reafirma, com essa inauguração, seu compromisso em valorizar a história e promover experiências autênticas ligadas à imigração italiana.

 

De acordo com o prefeito Roberto Dalle Molle, o monumento é um marco nas comemorações dos 150 anos da imigração italiana e reafirma os laços históricos entre o Rio Grande do Sul e a Itália. “É um espaço de memória coletiva que valoriza a herança dos nossos antepassados e reforça a identidade de Antônio Prado, reconhecida como a cidade mais italiana do Brasil”, destacou o prefeito.

 

Para o Cônsul-Geral da Itália em Porto Alegre, Valerio Caruso, Antônio Prado é exemplo de como o turismo pode se transformar em motor de desenvolvimento, unindo cultura, história e hospitalidade. “A italianidade sempre foi e continuará sendo uma expressão de pertencimento, identidade e orgulho, e a Fenamassa é o símbolo vivo dessa herança histórica. Que os próximos 150 anos sejam construídos com a mesma união que liga o município, a Serra Gaúcha, o Brasil e a Itália”, enfatizou.


Fonte: Círculo Cultural Ítalo-Brasileiro (CIBRAP)

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